Eixo analítico que discute as feiras enquanto “lugares de memória”. As feiras são consideradas por muitos historiadores das cidades brasileiras como um importante elemento originário das vilas e cidades no Brasil colonial e posteriormente da consolidação dessas cidades e de novas centralidades urbanas. São abundantes as reflexões contemporâneas sobre as feiras enquanto lugares de expressão das tradições e reafirmação identitária.

 

A inscrição, em 2006, da Feira de Caruaru como referência cultural brasileira no livro de registro de Lugares do IPHAN indica a percepção da relevância desses espaços como patrimônio cultural institucionalizado.

 

Movido pelo conceito de “lugar de memória” discutido por Piere Nora (1993) a abordagem desse primeiro eixo pretende explicitar as tensões entre o conceito de lugar oriundo de uma perspectiva da “história do tempo presente” explicitada pelo autor e seu desdobramento institucionalizado na discussão patrimonial.